Testemunhas do caso Paraisópolis não querem depor por medo de represálias, diz coluna

Postado dia 06 de Dezembro de 2019
Testemunhas do caso Paraisópolis não querem depor por medo de represálias, diz coluna
Responsável por investigar a conduta dos policiais militares, a corregedoria-geral da PM paulista tem enfrentado dificuldades para encontrar testemunhas civis dispostas a depor no caso da morte de nove jovens em Paraisópolis, no último fim de semana. Esses jovens morreram pisoteados em meio a uma operação policial em um baile funk na madrugada de domingo.   Segundo informações da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, o corregedor-geral Marcelino Fernandes chegou a ir à favela nesta semana. Ainda assim, os moradores falaram com a equipe, mas não quiseram colocar seus depoimentos no papel por temerem represálias.   A fim de driblar essa quadro, o órgão abriu a possibilidade de que as pessoas falem na condição de testemunhas protegidas, quando não há necessidade de se identificar. Além disso, o corregedor está em busca de moradores que gravaram vídeos da ação policial, exibindo policiais encurralando jovens e até batendo nas pessoas que saíam da festa (saiba mais aqui).   De acordo com a publicação, essas imagens são necessárias para que a investigação não seja concluída com base em provas indiciárias.   Por outro lado, os PMs envolvidos na operação já foram ouvidos e afastados das atividades nas ruas.   Entre os mortos, está um baiano. Natural de Maracás, no interior da Bahia, o jovem Mateus dos Santos Costa, de 23 anos, trabalhava como vendedor de produtos de limpeza em Carapicuíba, na Grande São Paulo. Segundo o portal A tarde, ele morava sozinho e não tinha filhos (veja aqui).
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