17 de Setembro de 2021

São Paulo investe em Room Office para receber novo perfil de visitante

São Paulo investe em Room Office para receber novo perfil de visitante

De acordo com a Fundação Instituto de Administração (FIA), com a pandemia da Covid-19 46% das empresas nacionais adotaram o modelo de trabalho à distância, resultando, conforme aponta o IBGE, em cerca de 9 milhões de brasileiros que executaram suas tarefas profissionais em casa durante o ano de 2020. O salto tecnológico para atividades virtuais permitiu que as empresas, mesmo com redução dos índices da pandemia, mantivessem o trabalho remoto com seus times, uma vez que se registra economia em custos de escritório sem impacto direto nas entregas.
 
A crise impactou todos os setores de economia , inclusive o turismo não foi diferente. Em São Paulo, os hotéis, desde o início, foram considerados como serviço essencial, possibilitando a manutenção da operação. Mas, com os demais estabelecimentos fechados e pessoas isoladas em suas casas, ficou comprometida a manutenção de uma ocupação a ponto de justificar a abertura.  
 
Entre as diversas ações propostas que gerassem uma nova fonte de recurso, surgiu o Room Office, no qual quartos de hotéis passaram a ter a configuração de escritórios, com mesa, telefone e internet de maior qualidade, além de contar com toda a estrutura e serviços reconhecidos da hotelaria. 
No cenário atual, marcado pelo avanço da vacinação, aprimoramento dos protocolos de saúde, higiene e bem estar, queda no número de casos, internações e óbitos, e abertura gradativa da economia, já se percebe a evolução do Room Office, se unindo a outras tendências, como o Anywhere Office e o Resort Office, dando luz a um novo perfil de viajante: profissionais que se estabeleceram bem no trabalho remoto e que não necessariamente precisam executar suas tarefas de casa.
 
Neste caso, um viajante que busca um hotel para mudança de ambiente do dia a dia, podendo, em suas horas livres, aproveitar sua estadia, piscina, spa, academia e mais, além da gastronomia, agenda cultural, compras e passeios nos arredores. O viajante pode explorar sua experiência sozinho, acompanhado ou em família
 
"Este novo turismo de negócios, pago pela pessoa física que busca um ambiente diferenciado para o trabalho, impacta em como estudávamos o setor, pois suas viagens não são necessariamente de temporada, podendo pulverizá-las por todo ano e durante dias úteis, tendo, assim, um valor diferenciado para as diárias; extensão da estadia por um maior período, incrementando a economia do destino; e aproveitando todas as adaptações que os hotéis executaram no último ano. Este movimento se torna ainda mais relevante frente a um momento em que as reuniões presenciais de negócios e eventos como feiras e congressos ainda não retornaram de forma consistente", explica Toni Sando, Presidente Executivo do São Paulo Convention e Visitors Bureau (SPCVB), entidade privada, sem fins lucrativos, que atua na captação e apoio a eventos para São Paulo.
 
O presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), Eduardo Sanovicz, destaca que a aviação está preparada para atender os viajantes de negócios que desejam explorar o potencial e a infraestrutura de São Paulo para reunir trabalho a distância e lazer. "A pandemia aprimorou uma vocação natural das companhias aéreas, a de intensificar a segurança sanitária a bordo dos aviões para que a viagem se torne a melhor experiência possível. Assim, os turistas de negócios e seus familiares ou amigos podem aproveitar o que há de melhor na oferta cultural, gastronômica e de entretenimento em São Paulo", disse Sanovicz.


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