Rodoviários pedem intervenção da prefeitura para minimizar impacto nos salários

31 de Março de 2020
Rodoviários pedem intervenção da prefeitura para minimizar impacto nos salários
Os rodoviários pleiteiam junto à prefeitura que o impacto sobre os seus salários durante a crise da pandemia do novo coronavírus seja atenuado com a liberação de verbas do Fundo de Mobilidade Urbana da capital baiana.    A informação foi divulgada nesta terça-feira (31) ao BN pelo presidente do Sindicato dos Rodoviários, o vereador Hélio Ferreira (PCdoB). De acordo com o sindicalista, houve uma reunião com o prefeito ACM Neto (DEM) na última terça-feira (24) para propor a medida.    "Ele ficou de conversar com a promotora Rita Tourinho [do Ministério Público da Bahia (MP-BA)] pra tentar ver uma saída para a situação. Ainda não tivemos resposta. A categoria está muito aflita de ficar com sua sobrevivência", contou Ferreira.   Segundo o rodoviário, com a queda de aproximadamente 50% do número de veículos nas ruas, os funcionários do sistema de transporte público da capital e o sindicato negociaram com as empresas para que houvesse um revezamento. Com isto, motoristas e cobradores trabalham, cada um, 10 dias e folgam 20 dias. "Estou defendendo essa posição de o prefeito se sensibilizar. Ele foi bem sensível a situação. Sabemos que há muitas outras preocupações, mas estamos preocupados com a categoria", defendeu o presidente.   Ele ainda afirmou que os rodoviários se sentiram desassistidos com programa "Salvador por Todos" (leia mais aqui), anunciado na última segunda-feira (30), que beneficiará para trabalhadores informais durante a crise. "Respeitamos os taxistas e motoristas por aplicativo, mas os rodoviários não foram lembrados no projeto do prefeito. Esperamos que ele faça justiça e contemple os rodoviários com os valores de complemento", pediu.   O OUTRO LADO Pelo lado da prefeitura, a tendência é que a liberação dos recursos não aconteça. Segundo o secretário municipal de Mobilidade (Semob), Fábio Mota, o repasse não deve acontecer. Para ele, a demanda deve ser discutida entre empresários e empregados. "Eles não possuem relação com o município de Salvador. Os ônibus não são da prefeitura. Eles precisam se resolver com os patrões. É uma relação da empresa com o empregado", rebateu.   O titular da pasta pontuou a incapacidade financeira da gestão municipal de arcar com os custos. "Eu não vejo como pegar dinheiro público para pagar funcionários de uma empresa privada. É como se um jornalista do BN, por exemplo, quisesse neste momento receber salário da prefeitura. É uma situação difícil", concluiu.   Nesta terça, Neto, inclusive, demonstrou preocupação com o futuro do sistema de transporte público no país. Para ele, as capitais brasileiras podem sofrer um colapso nos transportes (leia mais aqui).
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