Presença de negros em cursos de ponta das universidades segue sem muitos avanços

Postado dia 01 de Julho de 2019
Presença de negros em cursos de ponta das universidades segue sem muitos avanços
Apesar dos avanços já alcançados quanto a presença de negros no ensino superior, dados do Censo da Educação Superior apontam que nos melhores cursos do país o retrato racial é de uma desigualdade mais acentuada.   Apurados pela Folha, os dados mostraram que o movimento de inclusão de alunos negros nos últimos anos não alcançou a parcela de cursos mais bem avaliada e de melhor reputação no país. Os dados consideraram tanto instituições públicas quanto as privadas, ou seja instituições com e sem cotas.   Com base nos dados de 2016 foi possível identificar que em todos os cursos das 40 carreiras com mais alunos, 42% dos matriculados eram negros (autodeclarados pretos e pardos). Esse percentual era de 34% em 2011, uma evolução de oito pontos percentuais, conforme relembra reportagem da Folha.   No entanto, quando se observa apenas os dez melhores cursos de cada carreira, apenas 27% dos alunos em 2016 eram negros. Em 2011, eram 26%.   O top 10 inclui profissões como administração, medicina e engenharia e também estão instituições reconhecidas e desejadas por estudantes. Ele foi baseado no Ranking Universitário Folha, que cruza indicadores educacionais com pesquisas sobre ensino e o mercado de trabalho.
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