Manchas de óleo não inviabilizam turismo em cidades atingidas, diz Ibama na Bahia

Postado dia 18 de Outubro de 2019
Manchas de óleo não inviabilizam turismo em cidades atingidas, diz Ibama na Bahia
As pelotas de petróleo que avançam pela costa da Bahia e atingem todo o Nordeste não devem inviabilizar o turismo no estado, de acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na Bahia. O superintendente do órgão, Rodrigo Alves, visitou nesta quarta-feira (16) áreas atingidas ao lado do ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles.    Após a vistoria, o superintendente declarou que foi importante visitar as áreas para perceber que muitas das praias impactadas, até mesmo em Salvador, já estavam limpas. "É importante prestar o esclarecimento para a sociedade de que, apesar de grave, essa situação não inviabiliza o turismo do estado". Alves ainda disse que as manchas não chegam a costa de forma uniforme e, por isso, em muitas praias da Bahia e até mesmo em Salvador, não foram encontradas as manchas.    Secretário de Cultura e Turismo de Salvador, Claudio Tinoco (DEM), pregou cautela ao falar dos visitantes que vem a capital durante a crise ambiental. "Salvador foi uma das últimas cidades a ser atingida pelas manchas de óleo por isso o momento é de monitoramento e de cautela", declarou. O Procon de São Paulo afirmou que o consumidor que tiver viagem marcada para o Nordeste pode cancelar ou remarcar a reserva sem pagar multa (veja aqui).    Tinoco revelou que a prefeitura irá convocar nesta sexta-feira (18) uma reunião do Conselho Municipal de Turismo para montar uma estratégia própria para o momento em que as praias de Salvador são atingidas pelas manchas e para o momento após o fim da crise.    "Vamos produzir uma campanha de promoção da cidade voltada ao turismo de sol voltada para a alta estação. Salvador tem 50km de praias e lugares com certificação ambiental, com a vantagem de ter duas costas. Em tese, a área mais preservada é a costa oceânica", narrou. A campanha deverá ser lançada com a resolução do caso das manchas.    Até lá, a secretaria pretende mobilizar com o encontro, o trade turístico para informar, via plataformas digitais, as operações de limpezas e a situação das praias de Salvador    O governo do estado, por meio da Secretaria Estadual de Turismo (Setur), também foi procurado, e, em nota, a pasta de Fausto Franco disse que a gestão "está trabalhando em parceria com prefeituras e sociedade civil para que a situação volte o mais breve possível" e "que o Turismo é muito importante para a atividade econômica do estado". No entanto, nenhuma ação da pasta voltada a visita de turistas no estado foi revelada.    FIM DA CRISE  O Ibama na Bahia ainda não sabe precisar quando as manchas podem parar de chegar na costa baiana. O caráter desuniforme e impreciso em que avançam torna impossível prever quando a situação com o óleo chegará ao fim. "Essa crise tem três características que não nos permite prever o seu fim. Não sabemos qual é a fonte poluidora, de onde o óleo veio. Não sabemos a quantidade que foi despejada e ainda o óleo de movimenta submerso, tornando quase impossível a identificação dele por aeronaves e satélites. Só conhecemos o óleo quando ele chega à costa", disse Alves. 
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