Justiça suspende busca e apreensão em imóveis de advogado de Adélio Bispo

Postado dia 01 de Março de 2019
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) cancelou o pedido de quebra de sigilo e o mandado de busca e apreensão em propriedades de Zanone Manuel de Oliveira Júnior, um dos advogados do autor da facada contra o hoje presidente Jair Bolsonaro (PSL), Adelio Bispo de Oliveira (veja aqui). A decisão liminar foi assinada pelo desembargador Néviton Guedes.   Segundo informações da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, o magistrado detalha a suspensão da busca e apreensão de "livros caixa, recibos de comprovantes de pagamento e honorários e do aparelho telefônico do advogado representado".   "Também determino, de ofício, para resguardar a reversibilidade da presente decisão, o recolhimento e o acautelamento em juízo, imediatamente, de todo o material apreendido e alcançado, estritamente, em razão do ato aqui impugnado, que deverá permanecer em juízo e determinar, por ora, também para resguardar a eficácia da decisão final, de ofício, a devolução ao juízo de qualquer registros realizados e/ou informações colhidas, especificamente, referidos aos atos e documentos aqui abrangidos, ou seja, em decorrência da decisão ora impugnada", acrescenta o desembargador no texto.   O mandado de busca e apreensão nas propriedades do advogado foi cumprido em dezembro pela Polícia Federal de Minas Gerais. De acordo com a publicação, o delegado responsável, Rodrigo Morais Fernandes, disse que o objetivo era apreender e periciar documentos, celulares e computadores, a fim de descobrir quem paga o trabalho do advogado de Adelio. Na época, a operação foi autorizada pelo juiz Bruno Souza Sabino, titular da 3ª Vara Federal de Juiz de Fora.   A coluna conta que as buscas foram realizadas em um prédio comercial em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.
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