Feira: Ônibus voltam a funcionar após paralisação do sindicato

Postado dia 04 de Setembro de 2019
Feira: Ônibus voltam a funcionar após paralisação do sindicato
Cerca de 225 ônibus das empresas Rosa e São João foram recolhidos para as garagens na manhã desta segunda-feira (4), em Feira de Santana. A ação, mobilizada pela categoria dos rodoviários, seria uma resposta para a liminar concedida pela justiça à Cooperativa de Transportes Alternativo de Passageiro do Alto do Peru, Fazenda Grande do Retiro, São Caetano, Pirajá e Castelo Branco (Cootafalg), com sede em Simões Filho, para operar o serviço de transporte alternativo de Feira.   Segundo o Acorda Cidade, o recolhimento dos ônibus pegou os usuários do transporte coletivo de surpresa. Os fiscais das empresas chegaram a disponibilizar outros veículos para levar as pessoas aos seus destinos. Os veículos voltaram a rodar na tarde desta segunda, após a prefeitura determinar a notificação das empresas para que o contrato com o município seja cumprido. Ainda segundo o site, o poder público municipal comunicou ao sindicato que a paralisação seria irregular. A Procuradoria Geral do Município busca uma audiência com o desembargador relator do processo que concedeu liminar para a Cootafalg.    O presidente do Sindicato dos Rodoviários, o vereador Alberto Nery (PT), afirmou ao BN que a paralisação foi motivada por conta da ocupação de linhas nos corredores do transporte coletivo por vans da cooperativa de Simões Filho. "A paralisação se deu porque hoje pela manhã umas vans começaram a circular nas linhas dos ônibus pegando passageiros na frente dos ônibus. Os motoristas se sentiram ameaçados e resolveram paralisar as atividades para que fossem tomadas providências com relação ao fato", relatou Nery.   De acordo com ele, uma assembleia foi convocada e foi deliberado que os rodoviários retornassem ao serviço pois havia garantia de que o município estava tomando as medidas cabíveis. "Se porventura não prosperar aí a gente faz uma paralisação de forma legal", frisou. O presidente negou uma possível ameaça à categoria por parte da prefeitura com a notificação. "Primeiro que eu não recebo ameaça do poder público. Nós podemos receber notificação do poder judiciário e esse sim nós temos que ouvir e acatar. Com o executivo municipal nós podemos sentar, discutir e encontrar uma alternativa plausível para a sociedade", completou Nery.
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