Estratégia de bloco com Geraldo Jr. é desidratar Bruno Reis, avaliam deputados

Postado dia 20 de Novembro de 2019
Estratégia de bloco com Geraldo Jr. é desidratar Bruno Reis, avaliam deputados
Se não pode com ele, junte-se em um bloco. Para aliados do prefeito ACM Neto na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), essa foi a estratégia do grupo de Geraldo Jr. ao anunciar a formação de um bloco partidário entre MDB, PTB, PSC e SD para as eleições de 2020. A aliança, segundo avaliações mais recentes de deputados, tem um objetivo primordial de sangrar o favoritismo de Bruno Reis (DEM) como indicado do prefeito de Salvador para concorrer à prefeitura no próximo ano.    Para deputados estaduais ouvidos pelo BN, Geraldo Jr. e os partidos do bloco agiram para atrasar o anúncio do prefeito ACM Neto, que falava em apontar quem seria o seu candidato a sucessão em até dezembro (lembre aqui).    Sem o anúncio e em campanha para desidratar o vice-prefeito, a estratégia do grupo de Geraldo Jr., para os deputados ouvidos, deve ser de aceitar conversar com qualquer força política ou pré-candidato, menos com Bruno Reis. "Tudo será feito para desidratar Bruno até o anúncio de uma candidatura apoiada por Neto. Cada dia como favorito na corrida sem que o anúncio ocorra, é uma nova oportunidade para o grupo de Geraldo Jr. desidratar e desconstruir o nome do vice-prefeito como candidato à sucessão", analisou um parlamentar tucano.   Juntos, o bloco independente tem até 1 minuto e 16 segundos nos momentos de propaganda eleitoral das eleições de 2020. Em uma simulação da eleição com todos os 32 partidos, o grupo conta com um pouco menos do que 9 minutos diários de propaganda eleitoral na televisão e rádio (veja aqui).    Os deputados ainda apostam que Neto deve atuar para desarticular o bloco, atraindo PTB e PSC de volta para a base. No entanto, a presença desses partidos em uma aliança não é tida como necessária, na avaliação que é feita hoje. "O candidato de Neto deve sair em um grupo com 6 partidos: DEM, PSDB, PSL, Republicanos, PV e PL. Não precisamos mais do que isso", disse um outro deputado estadual em conversa com a reportagem.
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