21 de Outubro de 2021

Disparos foram necessários para cessar 'agressão injusta' de Wesley, diz PM

Disparos foram necessários para cessar 'agressão injusta' de Wesley, diz PM

Os oito tiros disparados contra o soldado Wesley Soares de Góes foram necessários, afirmou o corregedor adjunto da Polícia Militar da Bahia (PM-BA), Agnaldo Ceita, durante a coletiva de imprensa virtual realizada nesta quinta-feira (21) para apresentar a conclusão do Inquérito Policial Militar (IPM) que apurou os fatos que resultaram na morte do policial, em março deste ano, no Farol da Barra.
 
Segundo o corregedor, a maior parte das perfurações atingiram as extremidades do corpo do policial: ombro, mãos e perna. O tiro que o militar levou na cintura teria causado a sua morte.
 
"Nós tínhamos no local do fato duas células táticas, compostas por cinco homens cada uma, e dois atiradores. Todos não precisavam de autorização de ninguém para disparar. Se cada um realizasse um disparo ele teria 6 disparos", disse Ceita.
 
Wesley Góes foi morto por agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), após atirar contra policiais militares que negociavam com ele. Góes portava um fuzil com cinco cartuchos de munições e um revólver com 33 munições.
 
Conforme apontou o corregedor Agnaldo Ceita, os tiros disparados pelo policial militar contra os colegas de corporação comprometeram a integridade física de quem estava trabalhando no local. Ele descartou a ideia de que houve um excesso de tiros contra Wesley, que cometeu uma "agressão injusta".
 
Além da presença de Ceita, a coletiva de imprensa contou ainda com a participação do corregedor geral da PMBA, coronel César Magnavita, do oficial encarregado pelo IPM e corregedor adjunto da PMBA e dois representantes do Ministério Público que acompanharam as investigações (veja aqui).


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