Desocupação da Torre Pituba prejudica renda da Petros, diz Sindicato dos Petroleiros

Postado dia 16 de Setembro de 2019
Desocupação da Torre Pituba prejudica renda da Petros, diz Sindicato dos Petroleiros
Diante da notícia de que a Petrobras vai desfazer o contrato firmado com a Petros (Fundação Petrobras de Seguridade Social) para o uso da Torre Pituba, prédio administrativo da empresa em Salvador, o Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro-BA) se mobiliza contra a medida. A entidade realizou um protesto na manhã desta segunda-feira (16), em frente ao edifício, na Av. Antônio Carlos Magalhães (saiba mais aqui).   De acordo com Radiosvaldo Costa, diretor de Comunicação do sindicato, o prédio foi construído pela fundação por determinação da própria Petrobras nos moldes em que ela definiu "e agora ela quer fazer o destrato". "Isso traz um outro problema para os empregados da Petrobras, já que a rentabilidade que foi projetada pra esse investimento não vai acontecer e, com isso, os trabalhadores é que vão pagar a conta de novo", critica em entrevista ao BN. A aposentadoria dos servidores baianos é custeada com os rendimentos desse imóvel, cujo contrato vai até 2045.   O diretor aposta, inclusive, que a Petrobras vai entrar com uma ação na justiça para tentar não pagar a multa de quebra de contrato. "Isso comprova que não há uma justificativa econômica nem financeira, o problema é político e a gente não pode aceitar essa perseguição do atual governo da Petrobras contra a Bahia e contra os baianos", destaca.   Em nota, o Sindipetro afirma que a desocupação do prédio vai resultar na transferência da maioria dos cerca de 1,5 mil trabalhadores diretos da empresa e na rescisão de contratos das empresas terceirizadas, o que deve levar à demissão de cerca de dois mil trabalhadores. Além disso, o contrato de aluguel prevê retorno do investimento integral, no valor de R$ 1 bilhão, ao fundo. A empresa de capital misto paga R$ 6,8 milhões de aluguel à fundação mensalmente.   Já a Petrobras afirmou, também em nota, que o imóvel possui taxa de ocupação de 20% e "elevados custos de aluguel e manutenção". Com isso, a empresa informa que está realizado estudo para adequar a ocupação dos espaços à estratégia de negócio da companhia e lembra que esse movimento "não é pontual em uma região específica" do país. Como exemplo de prédios já desocupados fora do Nordeste, eles citam o Edisp, em São Paulo, e o Edifício Ventura, no Rio de Janeiro.
|