Abatido, Bonner relembra dramas pessoais após ataques: 'Me assusto com o ódio'  

27 de Maio de 2020
Abatido, Bonner relembra dramas pessoais após ataques: 'Me assusto com o ódio'  
O jornalista William Bonner foi o convidado do programa "Conversa com Bial", exibido na madrugada desta quarta-feira (27). Visivelmente abatido, o âncora do "Jornal Nacional" relembrou alguns dos dramas pessoais que vem enfrentando por conta da postura que as pessoas passaram a encarar profissionais de imprensa. "Eu ainda me assusto com a bile, com o ódio que escorre nas palavras, nas palavras mal escritas, nas palavras cuspidas. É um ódio tão intenso que a gente não sabe onde levará. E aí a gente vai para as ruas e assiste a esta mesma incivilidade", comparou.     O comunicador revelou que sua quarentena começou desde 2018 durante o último período eleitoral, pois percebeu que sua presença em espaços públicos, como farmácias e cinemas, era motivo de ataques. "Verbalmente agredido, insultado...". Para ilustrar a situação, relembrou um episódio em uma padaria no Rio de Janeiro em que uma mulher embriagada às 10h disparou insultos a uma curta distância. "Eu, no meu constrangimento, querendo me livrar de uma situação em que estava sendo insultado, me senti culpado por estar estragando o dia de outras pessoas, que estavam ali para tomar café", lamentou.      Contou ainda que em 2016, para ficar ao lado do pai nos seus momentos finais de vida, decidiu viajar do Rio para São todo final de semana de carro, pois já não conseguia pegar mais avião. A mesma situação foi vivida em 2018 com a sua mãe. Também relatou, com emoção, os problemas que o filho Vinicius vem tendo há três anos desde que sua carteira de habilitação foi divulgada na internet. O golpe mais recente foi esta semana quando o CPF do jovem foi aprovado no auxílio emergencial do governo (relembre aqui).      "Circularam vídeos que o acusavam de ter feito o pedido e recebido. E cobravam isso do pai e da mãe. De William e de Fátima. E dele", disse. Para o âncora a ação já estava pronta antes mesmo do caso virar público. "Quem em meio a uma pandemia, com milhares de mortes, teria a ideia, do nada, de entrar no site do Ministério da Cidadania ou do Dataprev e verificar se o filho do William Bonner tentou se inscrever para receber os R$ 600?", questionou. "Esse é o tempo que estamos vivendo hoje, mas vamos em frente". Assista a entrevista completa aqui. 
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