‘Precisamos acabar com essa hipocrisia’, diz Bacelar sobre legalização de jogos de azar

Postado dia 15 de Maio de 2018
‘Precisamos acabar com essa hipocrisia’, diz Bacelar sobre legalização de jogos de azar
A falta de consenso entre parlamentares que são contra e a favor da legalização dos jogos de azar no Brasil, proibidos no país desde 1946, é um dos motivos que mantém a matéria em discussão na Câmara dos Deputados. Em março, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) rejeitou o Projeto de Lei do senador Ciro Nogueira (PP) que legalizaria as práticas. Para quem anda sonhando com bicho, porém, calma. Um novo projeto já está pronto para ir para o plenário da Câmara ao lado do texto de Nogueira, derrotado no Senado. Pelo menos é o que garantiu o deputado federal Bacelar (Podemos), grande apoiador da legalização dos jogos de azar no Congresso. "A gente iria criar emprego e gerar impostos. Desenvolver locais e uma cadeia produtiva lucrativa", discursou o deputado. O assunto pode até dividir opiniões no legislativo, mas de acordo Bacelar, a discussão em Brasília não impede a prática dos jogos e a geração de riquezas por eles fora da lei. "Precisamos acabar com essa hipocrisia no Brasil. O jogo é praticado mesmo com a proibição e deixa de arrecadar R$ 20 bilhões para o governo", contabilizou o parlamentar. "Só com a liberação do Jogo do Bicho a gente traria para legalidade mais de 450 mil empregos no Brasil", sugere. De acordo com Bacelar, entre os grupos opostos sobre o tema, ainda existe quem defenda a permissão apenas da volta dos cassinos. O político diz que um setor ligado a um partido de direita defende a inclusão das casas de azar na Lei Geral do Turismo, sem liberar o jogo do bicho, modalidade criada no Brasil. "Ou libera tudo ou não libera nada", rebate o deputado. Segundo o presidente do Podemos na Bahia, o "capital estrangeiro que constrói cassinos não cria empregos". "Ninguém coloca cassino em Tocantins. Nós estamos lutando. Ou legaliza tudo ou nada", completou. 
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