Pelegrino pede que Meirelles explique rebaixamento da Bahia; Trindade ataca ACM Neto

Postado dia 07 de Dezembro de 2017
Pelegrino pede que Meirelles explique rebaixamento da Bahia; Trindade ataca ACM Neto
O deputado federal Nelson Pelegrino (PT-BA) vai apresentar na próxima segunda-feira (11) um requerimento para convocar o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, a explicar na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados a mudança feita pelo Tesouro Nacional no ranking que classifica a capacidade de endividamento dos estados. Nesta quinta (7), o Boletim de Finanças dos Entes Subnacionais classificou a Bahia com capacidade de pagamento nota C, impedindo o estado de obter empréstimos com a União (leia aqui). Para Pelegrino, a mudança nos critérios é estranha. "Estranhamente houve mudança de critérios e a manipulação de parâmetros para a definição do rating. A lista original era de oito ontem, foi reduzido para três, prevalecendo por coincidência aqueles critérios que beneficiam os Estados mais poderosos", criticou o deputado. Ele ainda acusou o Tesouro de fazer as modificações para impedir a Bahia de receber o empréstimo de R$ 600 milhões do Banco do Brasil. "Esta claro que a mudança dos parâmetros visa não só prejudicar estados como a Bahia, como também impede que concretize empréstimo já contratado e publicado de R$ 600 milhões do Banco do Brasil. E cria dificuldades de negociação com o Banco Europeu, visto que um depende da capacidade de endividamento e o outro exige aval da União", afirmou. Já o líder da oposição na Câmara de Salvador, vereador José Trindade(PSL), reagiu à declaração do prefeito ACM Neto, que chamou de criminosa as especulações do governo do Estado de que  a reclassificação do Estado foi fruto de manipulação (veja aqui). "O prefeito age de má fé e mostra toda sua crueldade com o estado ao dar tal declaração. O empréstimo do Banco do Brasil, que não sai por causa da perseguição que ele lidera, não tem nada a ver com a nova metodologia da Secretaria do Tesouro Nacional, que num passe de mágica beneficia São Paulo, governado por Alckmin e João Doria, todos da cozinha do prefeito", rebateu.
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